Terrible two

terrible two

Terrible two. Quem passou ou está passando por essa fase do famoso terrible two vai poder compreender melhor o que acontece com os pequenos durante essa fase. Se você está longe disso, não se iluda minha amiga, porque quando você menos espera chega, e te asseguro que é melhor estar preparada psicologicamente. Pensando nisso, a Psicóloga Carla Ribeiro discorre com sabedoria sobre o tema em sua Coluna mensal aqui do blog. Divirta-se !! Terrible two (ou não) para vocês.

Seu anjinho está crescendo e irá descobrir que não se pode controlar ao seu modo tudo o que deseja, e de repente, do sorriso se fez um choro inconsolável, uma birra sem tamanho, um chilique que você imaginava que só o filho dos outros poderia fazer… e que só o botão materno da paciência, do amor e da disciplina poderão driblar tais comportamentos… do terrible two?

Talvez você se questione se está ou não vivendo uma “nova fase”, o que muitos chamam ser a famosa crise dos dois anos, mas a convido a uma breve reflexão. Não seria natural um bebê que após consecutivas conquistas, como por exemplo aprender a andar, a manipular objetos (mesmo que com pouca destreza), a compreender pedidos e circunstâncias de beijos, tchau e ordens simples não queira dar ordens também a tudo que o cerca? Afinal, como um bebê aprende que após movimentar a maçaneta a porta magicamente abre?

O modelo do cotidiano ensina muito. Atitudes e comportamentos dos pais são um importante espelho aos baixinhos, pois as intervenções adequadas garantem, impulsionam e promovem o emprego coerente das descobertas que passam a compor uma grande lista dos pais orgulhosos com ampliação crescente do vocabulário, a organização no curso do pensamento, a capacidade de explorar o mundo e tomar decisões garantem aos pequenos a certeza de que podem interferir no mundo de acordo com sua vontade. O que, evidencia um processo de maturação emocional.

O bebê que passa a ser titulado como menino ou menina a partir dos dois anos, percebe que a brincadeira pode acabar antes mesmo do seu desejo… e se depara cada vez mais com a frustração.

Frustração é um sentimento, uma experiência interna e particular, decorrente da não realização de um desejo, a expectativa não correspondida. Ele se exterioriza como comportamento gerado de tensão interna, experienciado e expresso geralmente, como uma sensação de tristeza e aborrecimento ou, em alguns casos, o desespero.

A frustração tende a conduzir o sujeito a se adaptar a situações adversas, já que evidencia o desafio, a persistência, a criatividade e tantos outros potenciais para alcançar a realização do objetivo, por isso tão importante ao desenvolvimento infantil. Do contrário, uma criança muito protegida ou que as vontades e desejos sempre foram prontamente atendidas pode ter dificuldades em compreender a realidade, que inevitavelmente traz frustrações atreladas ao dia a dia, assim, uma criança despreparada para suportar frustrações pode vir a ser um adulto que se senta constantemente insatisfeito ou que desenvolva crises emocionais por razões ínfimas.

terrible two

Cabe esclarecer que não se pode, resumir e sintetizar a dificuldade adaptativa dos adultos à superproteção dos pais já que há inúmeros fatores que influenciam nessa formação, mas, a superproteção pode sim influenciar e contribuir na inabilidade de experienciar a frustração. Assim, trabalhar já na criança aos dois anos de idade a capacidade de adiar a recompensa é uma forma estratégica adaptativa e comportamental que está sendo deixada de lado em tempos de consumismo desenfreado, em que o choro é muitas vezes apaziguado com presentes, guloseimas, negociação e ganhos secundários.

Portanto se seu(sua) filho(a) chora aos berros quando quer algo busque não atende-lo logo após o grito, não pense no que lhe dará menos trabalho agora, porque esta lógica costuma ser inversamente proporcional, ou seja, o que dará menos trabalho aos pais agora certamente dará mais trabalho depois. Recriar estratégias nestas relações e no presente são importantes para o futuro dos nossos filhos.

Carla Ribeiro

15 Comments on Terrible two

  1. Cibele Lima
    11/13/2014 at 21:28 (5 anos ago)

    Interessante esse post, não sabia que levava esse nome, mas já ouvi falar nesse tipo de atitude da criança! bjo

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  2. Thaty Oliveira
    11/13/2014 at 20:41 (5 anos ago)

    Caio está com 2, é um amor mas tem hora que falta paciência mesmo! Não obedece, não respeita as regras… É tenso.

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  3. Nanda
    11/13/2014 at 21:47 (5 anos ago)

    passei com a minha primeira e
    me preparo para com a minha segunda
    o amor e a paciência
    são essenciais nessa fase
    como diz é uma fase e
    vai passar

    linda noite bjs

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  4. Jamilly Lima
    11/13/2014 at 23:07 (5 anos ago)

    Fase difícil e so tem uma receita: amor e paciência. Vivênciamos essa fase bem intensamente e quando saímos senti-me mais forte. Beijos http://www.maeparasempre.com

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  5. Lilia e Ingrid
    11/14/2014 at 13:59 (5 anos ago)

    Com dois filhos, sendo um maior de idade e outra de 15 anos posso dizer. Tudo passa! hehe. É complicado, é difícil, parece que não vai passar, mas passa. É só ter fé e amor. Claro, paciência também é fundamental.
    Beijos

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  6. Cristiane
    11/14/2014 at 14:39 (5 anos ago)

    Olha essa fase foi tensa!! Custei a acreditar na mudança brusca de atitudes, assim de uma hora pra outra. Mas é muito carinho, amor, paciência em doses imensas nos ajudam a passar por isso e ajudá-los a lidar com as frustrações e todo esse novo universo. bjss

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  7. Roberta Aquino
    11/17/2014 at 12:40 (5 anos ago)

    Uauuu ..felizmente nunca passei por isso com a Luma … nem sei como agiria .. nossa .. amei o post e todas as informações .. sempre aprendo coisas novas por aki .. obrigada!

    ✿*´¨)*
    ¸.•*¸.• ✿´¨).• ✿¨)
    (¸.•´*(¸.•´ Roberta Aquino
    <a href="http://www.talmaetalfilha.blog.br//&quot; Tal Mãe, Tal Filha Blog

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