Exames que o bebê recém-nascido deverá fazer na maternidade

Conheça os 5 exames que todo bebe deve fazer antes de sair da maternidade. Quem fez a listinha foi a Dra. Juliana Guedes, membro da Clínica VIla Vita. Confira!

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Todos sabemos que o momento do nascimento é mágico, tanto para a família quanto para o bebê. Todos estamos ansiosos para conhecer aquele novo ser, fazemos mil planos e recebemos várias pessoas ainda na maternidade. Porém, devemos lembrar que, antes de deixar a maternidade e seguir rumo ao novo lar, o bebê deve ser submetido a alguns exames básicos que já podem diagnosticar algumas doenças no recém-nascido. E todos sabemos que, quanto antes é realizado o diagnóstico, já pode ser orientado o tratamento. Esses exames são:

Tipagem sanguínea

Exame realizado ao nascimento onde é colhida uma amostra de sangue do cordão umbilical para a determinação da tipagem sanguínea do recém-nascido. A identificação do tipo de sangue em A, B, AB ou O e o fator Rh (positivo ou negativo) são úteis, não só para conhecimento do tipo sanguíneo do bebê, mas também para auxílio em qualquer emergência que ocorra durante a internação.

Teste do pezinho básico

É realizado em todas as maternidades públicas ou privadas do país (em algumas é realizado o ampliado que será relatado no próximo tópico). A coleta é realizada após 48 horas de vida do bebê após o mesmo ser alimentado (para que haja ativação do metabolismo), e sempre deve ser colhida do calcanhar ou de uma veia do bebê. O objetivo desse teste é diagnosticar algumas doenças metabólicas tais como: – PKU ou fenilcetonúria – doença causada por deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina, que ao se acumular no organismo lesiona o cérebro e provoca retardo mental. O bebê nasce normal e os sintomas só aparecem depois dos 6 meses. É incurável, mas uma dieta alimentar evita seu desenvolvimento.

  • TSH ou T4 – aponta hipotireoidismo congênito, que é a insuficiência do hormônio da tireoide, necessário ao desenvolvimento do sistema nervoso. Os sintomas demoram a aparecer e a criança sofre atraso do crescimento e retardo mental. Pode ser tratada com reposição do hormônio.
  • IRT – detecta fibrose cística, que ataca pulmões (com grande produção de muco, que gera tosse) e pâncreas (afetando o metabolismo, o que provoca apetite voraz e desnutrição). É incurável, mas pode ter efeitos amenizados com tratamentos precoces.
  • Eletroforese de hemoglobina – indica doenças sanguíneas, entre as quais a mais comum é a anemia falciforme. Trata-se de uma alteração da hemoglobina que dificulta a circulação, causando lesões nos órgãos. Afeta mais a raça negra, embora ocorra também na branca. Incurável, pode ser amenizada com tratamentos precoces.
Teste do pezinho ampliado

Em algumas maternidades privadas do país, é realizado o teste do pezinho ampliado. O teste é colhido sob as mesmas condições do teste do pezinho básico, mas contempla o diagnóstico de outras doenças metabólica. Os mais pesquisados são a hiperplasia congênita da supra-renal, a galactosemia, a deficiência da biotinidase, a deficiência de G6PD e a toxoplasmose. Não são obrigatórios, mas podem ser indicados pelo pediatra e você pode solicitá-lo na maternidade (se estiver disponível).

Teste da orelhinha ou triagem auditiva

Esse exame é realizado pelo fonoaudiólogo e não incomoda o bebê. Nesse caso, o mesmo verifica, com equipamentos, se o bebê escuta perfeitamente. Deficiências auditivas detectadas cedo facilitam a reabilitação e a aquisição da fala. É obrigatório nos hospitais públicos e costuma ser oferecido também nas instituições privadas.

Reflexo vermelho

É o exame realizado por um médico, com um oftalmoscópio, aparelho que emite luz e produz uma cor avermelhada e contínua nos olhos saudáveis, descartando a presença de tumores ou de catarata. Também chamado de teste do olhinho, não é obrigatório e deve ser solicitado se não for oferecido. Como é um exame simples, não costuma ser cobrado.

Devemos ressaltar que, cada caso é único e deve ser individualizado. Esses são procedimento realizados em recém-nascidos a termo (nascidos no tempo normal de gestação) que não apresentam complicações ao nascimento. Qualquer condição que não seja essa (bebês prematuros, por exemplo), seguem um cronograma diferente e individualizado pelo responsável médico pela unidade de internação. O importante é saber que nossos pequenos já são cuidados desde cedo para seguirem para nossa casa cheios de saúde para desfrutar de todas as maravilhas e de todo o amor que guardamos para eles.

Até a próxima!!

Dra Juliana Guedes  (CRM/SP 114335)

Dra Juliana Guedes é pediatra e pneumologista infantil.

http://www.drajulianaguedes.com.br

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